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Sexta, 11 de Maio de 2018 - 12h06

Exclusivas uagro

Cooperativas agropecuárias ampliam foco no varejo de alimentos

Por meio de marcas próprias, elas competem de igual para igual com multinacionais

DATAGRO

As cooperativas agropecuárias estão ampliando cada vez mais o foco de suas operações em direção ao varejo, especialmente por meio de marcas próprias de alimentos prontos para consumo. A constatação é clara após um giro pela feira Apas, principal evento do setor supermercadista do País, que se encerrou na quinta-feira (10), em São Paulo (SP). Pelos corredores da feira, lado a lado com estandes das multinacionais, estiveram lá presentes grandes cooperativas, como, por exemplo, Coamo, Copacol, Aurora, Frimesa, Lar, entre outras. Foco no consumidor final no mercado doméstico e olho nas exportações de produtos prontos são as prioridades das cooperativas, segundo executivos do setor.

De acordo com Valdemir Paulino dos Santos, gerente comercial da Copacol, que transforma aves, suínos e peixes em carnes prontas, as cooperativas estão num processo cada vez mais acentuado de verticalização de seus negócios, atuando do campo à mesa. “Estamos cada vez mais próximos do consumidor, com marcas próprias. É uma grande tendência”, disse.

Para Alcir José Goldoni, superintendente comercial da Coamo, o avanço das cooperativas agropecuárias no varejo é um processo natural. “O consumidor é o sustentáculo da cooperativa. Nossos produtores-cooperados se preocupam com a qualidade dos alimentos desde a escolha dos insumos”, ressaltou. A Coamo é especializada em beneficiar grãos [soja, milho, trigo], leite, café, transformando-os em alimentos prontos.

Exportações de carnes 

Por outro lado, no tocante às exportações de carnes, por exemplo, o cenário está mais complicado, após os desdobramentos da nova fase da “Operação Carne Fraca”, avaliou Paulino. “Os embarques de frango sofreram um baque. Tivemos perda de valor, devido à oferta maior e menos destinos”, assinalou o executivo. “Importadores também aproveitaram a situação para propor renegociação de contratos, o que pressionou os preços.” 


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