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Sexta, 22 de Agosto de 2014 - 16h10

Qualidade da fibra de algodão no auge das atenções

Brasil é o sexto maior produtor mundial e quarto maior exportador de algodão

Redação UAGRO

O Brasil é o sexto maior produtor mundial e quarto maior exportador de algodão. Das exportações brasileiras do produto, certa parcela conquistou uma fatia de mercado extremamente exigente em países do Sudeste Asiático, como Japão e a Coreia do Sul.

Mas, há muitos desafios a serem superados quando o quesito é qualidade da fibra. Isto, porque os sistemas produtivos no Brasil são muito intensivos e realizados nas condições tropicais, que favorecem a proliferação de pragas e doenças.

Outro fator, segundo Sérgio Dutra, consultor do Instituto Mato-grossense do Algodão, IMAmt, e coordenador do Projeto Qualidade de Fibra de Mato Grosso, é que a cadeia produtiva do algodão é extensa, desde a lavoura, passando por um processo de colheita bastante especializado, assim como o beneficiamento, que separa a pluma do caroço do algodão.

“O desafio, é escolher variedades de algodão que tenham a qualidade intrínseca desejada pelo mercado, e conseguir, nas condições climáticas, que variam a cada safra, produzir um algodão de qualidade”, explica.

Cadeia produtiva do algodão é considerada extensa. Foto: DivulgaçãoDe acordo com o especialista, hoje existem mecanismos que remuneram melhor ou geram descontos aos cotonicultores na comercialização de fibra de alta qualidade. “É preciso avaliar como está ocorrendo na prática esse processo e sugerir iniciativas de pesquisas e difusão de tecnologia que favoreçam a obtenção da qualidade, bem como mecanismos mais objetivos de bonificar essa qualidade do algodão”, destaca Dutra.

“Se conseguirmos separar uma fibra com nível de qualidade superior ao padrão, teremos um adicional de preço que pode chegar a 10% da cotação de mercado”, revela Claudiomiro Harttman, responsável pelas algodoeiras da Fazenda Três Irmãos, pertencente ao Grupo Monte Alegre, em Mato Grosso, que iniciou o cultivo há três anos em Primavera do Leste, com área média anual de três mil hectares.

O fator qualitativo da fibra, segundo Harttman, está ligado a vários fatores, como clima, fertilidade do solo e sementes de boa qualidade e procedência. “Quanto ao fator genético, não há do que reclamar, pois temos sementes de excelente qualidade, desenvolvidas por grandes empresas, como a Bayer”, revela.

Entretanto, Harttman destaca que a qualidade da fibra é definida, sobretudo, no campo, entre a semeadura e a colheita, um longo período em que a cultura fica vulnerável. “Semeamos no início de janeiro e realizamos a colheita em junho-julho. Neste prazo, a cultura demanda muitos cuidados, principalmente em relação a doenças e ataques de pragas, como o bicudo e a helicoverpa”, explica.

Não bastasse isso, Harttman comenta que este ano os produtores se deparam com um problema nunca observado antes. “Tivemos a ocorrência de chuvas justamente na época de colheita, algo que nunca tínhamos observado. Justamente quando o tempo bom é fundamental”, destaca.

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