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Quinta, 16 de Novembro de 2017 - 09h50

CNA defende maior financiamento para agricultura de baixo carbono

Na COP23, entidade destaca que o produtor rural brasileiro tem compromisso com a sustentabilidade ambiental

DATAGRO

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) acompanha nesta semana as discussões da 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-23), que ocorre até a próxima sexta-feira (17), em Bohn, na Alemanha. Representam a CNA no evento o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da entidade, Muni Lourenço Silva Júnior, e o assessor técnico João Carlos Dé Carli.

Um dos pontos defendidos pela entidade é o financiamento da agricultura de baixo carbono para ajudar o Brasil a cumprir suas metas de redução de emissão de gases poluentes. Para Muni Lourenço Silva Júnior, o produtor rural brasileiro é quem mais preserva o meio ambiente no país e terá papel fundamental neste processo.

“Viemos aqui mostrar o compromisso do setor agropecuário brasileiro com a sustentabilidade ambiental. Temos a lei ambiental mais rigorosa do mundo e o produtor brasileiro está convencido de que não há nenhuma contradição em produzir alimentos e proteger o meio ambiente”, afirmou.

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Ele lembra que a produção de alimentos no Brasil cresceu nos últimos anos sem a pressão pela abertura de novas áreas e o País é exemplo para o mundo na adoção de tecnologias de baixo impacto ambiental, como a integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) e o plantio direto.

No entanto, a CNA ressalta que o desafio de cumprir as metas de redução de GEEs não pode recair apenas sobre o setor agropecuário brasileiro e que as peculiaridades da atividade devem ser observadas para evitar “prejuízos ao crescimento econômico e avanços sociais conquistados até o momento”.

A CNA espera também que o Brasil reitere a proposta apresentada nas conferências anteriores de levar em consideração os esforços já empreendidos e que se paute principalmente pela capacidade nacional de cumprir as metas que forem assumidas.

O Brasil deve, também, buscar o reconhecimento de ações antecipadas de mitigação (early actions), realizadas no período entre 2010 e 2020, como as oriundas do combate ao desmatamento, que até 2014 resultaram na redução de emissões de mais de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

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