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Quinta, 12 de Abril de 2018 - 16h15

Especialista orienta como pecuarista pode identificar vacas no cio

Identificação correta é fundamental para que a reprodução seja feita no tempo certo

Uagro

Saber identificar vacas no cio é importante para que a reprodução seja feita no tempo certo. “Essas matrizes dão sinais comportamentais e não físicos, por isso é fundamental que o produtor conheça bem o seu rebanho”, diz José Carlos Ribeiro, consultor agropecuário da Boi Saúde – Pecuária Inteligente. Segundo ele, especificamente para esse caso, são indicadas duas observações por dia, uma pela manhã e outra no fim da tarde.

“Alguns produtores utilizam um método barato e fácil para identificar se as vacas estão nesse período. O uso do buçal, uma focinheira, que tem uma ponta parecida com uma caneta. Então, quando o touro monta em uma vaca, esta é marcada nas costas. Assim, o produtor poderá identificar se a matriz foi montada ou não”, explica José Carlos.

O especialista aponta alguns sinais comportamentais que indicam o cio:

:: Movimentos mais agitados que o normal;

:: Querer montar em outras vacas;

:: Diminuição da quantidade de leite produzido no dia;

:: Quantidade e frequência de urina maiores que o normal;

:: Perda de apetite.

Outro sinal, ressalta José Carlos, é a cauda erguida. “Em alguns casos, a presença de muco vaginal, líquido transparente, indica o período. Além disso, a vaca, pela agitação, caminha mais e em longas distâncias quando está no cio.”

De acordo com o especialista, esses tópicos indicam que o produtor ou vaqueiro devem conhecer muito bem seu rebanho para conseguir identificá-los. “O processo de monta precisa acontecer até 12 horas após a identificação do cio, assim a vaca será fecundada.” 

José Carlos alerta, ainda, que o cio acontece a cada 21 dias (com margem de 19 a 23 dias). “Acontece fora dos períodos de gravidez e amamentação. O produtor deve ficar alerta. A ausência desse período pode indicar problemas de saúde do animal. A investigação por um veterinário para diagnosticar causas como cistos e infecção no útero, estresse e má alimentação é essencial”, conclui.

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