Notícias Relacionadas

Newsletter

Quarta, 14 de Junho de 2017 - 12h02

Silagem produzida com feijão pode reduzir gasto para alimentar rebanho

Redução nos gastos com animais na pecuária de corte pode chegar a 30%

Uagro

O pecuarista que utilizar o feijão do tipo guandu para a produção de ração, pode reduzir os gastos com alimentação na pecuária de corte em até 30%. A recomendação é feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), que na primeira colheita obteve 2,3 mil toneladas de silagem produzida em conjunto com sorgo e forragem.

Segundo um estudo da Embrapa Cerrados, que a colheita da cultura pode render até 15 toneladas por hectare em matéria seca ou duas toneladas/hectare no caso de grãos. Em mato Grosso do Sul, o pesquisador da unidade Gado de Corte, Alexandre Giova, reforça o duplo benefício de utilizar o feijão guandu na dieta do rebanho. 

“A silagem é uma tendência estabelecida e utilizada por 90% dos sistemas de confinamento, para terminação de animais destinados a engorda. Tenho pesquisado a utilização desta leguminosa há algum tempo e já verifiquei o potencial de rentabilidade na produção de silagem. Outro fator importante é que este cultivar transfere nitrogênio para o solo, proporcionando uma dupla função: oferecer nutrição de qualidade e realização de um manejo eficiente do solo, que na região possui característica predominantemente arenosa”, explica. 

Para o agrônomo Leandro Silveira, além da vantagens obtidas na alimentação, a uso do feijão no pasto refletiu no aumento da taxa de lotação da propriedade. “O monitoramento realizado junto ao produtor, comprovou que no período de um ano, a taxa de lotação aumentou de 0,7 para 3 animais por hectare. Na prática, isso significa que as áreas possuem mais pasto e diminuição nos índices de degradação, visto que é comprovada a capacidade de fixação de nitrogênio oferecida pelas raízes do guandú”, acrescenta.

Link

Compartilhar