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Quinta, 26 de Outubro de 2017 - 12h15

Confederações precisam se unir para o Brasil crescer

Agronegócio é e sempre foi muito mais do que negócios agropecuários. Trata-se de uma visão de administração de cadeias produtivas

* José Luiz Tejon Megido

Estou cansado da lenga-lenga, do pega-pega político e da conversa morta do “Quem será o próximo presidente da república?”. Claro que isso faz parte, mas não resolve. O agronegócio padece de integração sistêmica.

Como um dia disse o cantor Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora… Não espera acontecer”, o que precisamos fazer já e com quais instituições? 

O agronegócio/agribusiness, criado em na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, é e sempre foi muito mais do que negócios agropecuários. Trata-se de uma visão de administração de cadeias produtivas e a constatação de que elos isolados nada fazem, pois o setor arrebenta no seu elo mais fraco, igual a uma corrente.

Então, o agronegócio representa uma organização de gestão de precisão dos setores envolvidos, na qual a cidade, a ciência, educação, indústria, agroindústria, logística, comunicação, comércio e serviços são vitais e fundamentais, respeitando a originação e os produtores rurais. Porém, cidade e campo formam uma coisa só.

O que o Brasil precisa para crescer, pagar contas e gerar trabalho, riquezas e felicidade? Precisa focar no seu ponto forte e vender isso para o mundo; competir para valer com outras organizações e suas cadeias produtivas. Vejam o show da produção de leite na Nova Zelândia, por exemplo.

Portanto, precisamos além dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo (esmaecidos e debilitados); necessitamos do poder da sociedade civil organizada empreendedora e cooperada, para projetos de negócios em alto nível no Brasil.

Temos dez mega confederações empresariais no Brasil e precisamos cobrar delas o projeto privado, público e cooperado para o crescimento do país. Não mais do que 1000 pessoas que formam o ministério, o Executivo e o Legislativo nacional nos seus bunkers da capital federal.

Não há chance de sucesso fora da orquestração e integração de todas as confederações reunidas. Brasília que siga a sociedade, e não ao contrário.

O Brasil tem como diferencial estratégico, notório, evidente e conquistado a inteligência e as realidades das cadeias produtivas do agronegócio. Podemos vender três vezes mais para o mundo, incluindo agregação de valor.

Temos muito a ser feito na ciência, educação, logística, administração, agroindústria, comércio e serviços, e isso carece da reunião e da integração das dez confederações nacionais empresariais para o projeto

As Confederações estão convocadas e seus presidentes são apenas dez, mas com todo o PIB na mão. Aparecem a agricultura e pecuária, comércio, cooperativas, indústria, transporte, sistema financeiro, comunicação social, serviços, saúde, turismo…e tudo tem a ver com o agronegócio.

José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

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