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Segunda, 04 de Dezembro de 2017 - 17h19

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Indústria e produtores de leite precisam se unir para setor sair da crise

Para presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite, relação entre produtores e indústria é conflituosa

DATAGRO

A cada mês a situação dos produtores de leite no Brasil parece se agravar. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em outubro, o preço do litro pago ao produtor recuou 7,3%. Com isso, o valor chegou a R$ 1,005, a quinta queda mensal consecutiva. Em Minas Gerais, maior produtor nacional, o valor médio neste ano está em R$ 1,40 o litro, contra R$ 2,20 praticado em mesmo período do ano passado.

União entre produtores e indústria pode fazer pecuária leiteira sair da crise

Diante da situação grave dos produtores, o Presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, pede maior união entre os elos da cadeia produtiva. “A relação entre produtores e indústria é conflituosa. Temos que conversar, ser parceiros”.

Neste ano, a soma de diversos fatores fez o preço médio pago ao produtor despencar. Segundo o dirigente da CNA, no primeiro semestre do ano as vacas foram bem tratadas e com isso atingiram seu pico de produção. Dessa forma o volume produzido cresceu 5% no primeiro semestre. A nível mundial, a produção também será maior, com de 700 bilhões de litros em 2017, alta de 1,4% sobre o ano anterior.

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No entanto, com a crise econômica, o consumo de lácteos das famílias brasileiras foi menor, fato que também impacta de forma negativa nas cotações.

De acordo com Alvim, a falta de previsibilidade impede uma retoma de crescimento a curto prazo. “A pecuária leiteira é diferente das demais cadeias do agronegócio. O leite não é um produto que você especula. Ele tem uma rotatividade. É uma mercadoria sensível em toda a parte do mundo”.

Até mesmo por essa instabilidade, ele considera difícil fazer projeções de preços para o ano que vem, mas ressalta a importância de se controlar o excesso na oferta. “Se o mercado continuar recebendo esse volume de forma descontrolada, os preços serão ainda mais prejudicados”.

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