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Quarta, 11 de Julho de 2018 - 14h33

Disputa comercial entre EUA e China aumentam prêmio pago pela soja brasileira

Segundo secretário do MAPA, demanda pelo grão também está aquecida

DATAGRO

A guerra comercial entre os Estados Unidos a China está beneficiando a soja brasileira. Segundo o  o secretário adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, a demanda e o prêmio pago pelo grão estão aumentando com a tensão comercial entre as duas maiores potências mundiais.

Segundo informações da Agência Brasil, a China anunciou que iniciou “de forma imediata” medidas de represália contra importações de produtos americanos, após a entrada em vigor nos Estados Unidos de tarifas a mercadorias chinesas importadas, no valor de US$ 34 bilhões. Foi aplicado um conjunto de tarifas de 25% sobre produtos como a soja.

Após o anúncio chinês, houve queda nos preços da soja na Bolsa de Chicago. “Os preços são definidos pela Bolsa de Chicago, mas a bolsa reflete muito o mercado americano. Os mercados regionais, como do Brasil, da Argentina e do Paraguai se adaptam à Bolsa de Chicago por meio dos prêmios pagos nos portos. Como há essa queda na procura pela soja americana, os prêmios nos portos brasileiros pela soja brasileira sobem”, explicou Pereira.

O secretário do Mapa, disse, ainda, que o efeito para o mercado de soja brasileiro pode ser positivo. “Semana passada, já havia informações que foram canceladas compras de 500 mil toneladas de soja americana. Significa que a soja americana vai custar 25% a mais para os chineses. Evidentemente isso provocou queda na Bolsa de Chicago, que reflete muito o produto americano. Mas, em compensação, os prêmios nos portos brasileiros subiram. Então, a taxação americana, com a queda em Chicago, afetou o Brasil, eu diria, até positivamente. A procura é para o produto brasileiro agora”.

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