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Terça, 06 de Março de 2018 - 14h59

Custos limitam expansão da cultura do milho

Segundo economista da Farsul, investimentos feitos em ganhos de produtividade não estão se pagando

DATAGRO

O gargalo de viabilidade financeira da cultura do milho, especialmente no Rio Grande do Sul está relacionado ao custo operacional. Foi o que alertou o economista-chefe do sistema Farsul, Antônio da Luz, durante o Fórum Nacional do Milho, realizado nesta segunda-feira (05), na Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque (RS).

“A produtividade não está se pagando. Produtos fabricados no Brasil têm um custo menor em países do Mercosul, então temos um bloco econômico que deveria facilitar as negociações e está dificultando. Precisamos de políticas de governo”, disse Luz.

“Quando olhamos a expectativa de crescimento do consumo do milho até 2026, há um acréscimo de mais 239 milhões de toneladas, portanto produzir milho é um bom negócio. A produtividade brasileira está 1% acima da média mundial. Na receita, a média que o produtor está recebendo está 8% acima da mundial. No entanto, o RS está na contramão do mundo, aumentando o consumo e diminuindo a área plantada”, ressaltou o economista da Farsul. 

Por sua vez, segundo o presidente do Fundesa RS, Rogério Kerber, os desafios do abastecimento de milho passam por três pontos específicos. “Precisamos ter liquidez, temos de fazer investimentos em armazenagem e reconhecemos que não estamos preparados. E temos de ter contratualização, formar parcerias. É extremamente importante a produção do cereal para compor a matriz de produção de ração”, frisou. “O setor de proteína animal é dinâmico e o milho é um insumo básico e importante para a continuidade e manutenção das cadeias”.

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