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Quarta, 11 de Outubro de 2017 - 16h01

Entidades recomendam redução do spread bancário do Funcafé

Medida beneficia o cafeicultor e permite a longevidade do fundo

DATAGRO

O Grupo de Trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que trata da renovação do parque cafeeiro e da longevidade do Funcafé se reuniu nesta terça-feira (10), na CNA, e aprovou a proposta que recomenda reduzir a remuneração do agente financeiro praticado pelo fundo nas linhas de financiamento dos atuais 4,5% para até 3,5% ao ano.

A medida beneficia o produtor rural e permite a longevidade do fundo. "A redução do spread bancário é vantajosa porque você passa a remunerar menos a instituição financeira e mais o fundo. Além disso, ao estabelecer até 3,5% de remuneração do agente financeiro, a proposta permite que o produtor negocie com o agente financeiro taxas de juros menores. Com isso, a longevidade do Funcafé se cumpre com benefícios diretos para os produtores", afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional do Café da CNA, Maciel Silva.

O GT, que concluiu os trabalhos na terça, é formado por representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Conselho de Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Associação Brasileira de Café Solúvel (ABICS) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Café).

Outro ponto definido pelo grupo foi a criação de um projeto piloto regional para renovação das lavouras de café. A ideia é que esse piloto seja amparado por uma linha de crédito do Funcafé e tenha acompanhamento contínuo de assistência técnica. “Ainda será preciso definir a região ou as regiões onde esse projeto será aplicado, mas o GT irá encaminhá-lo para os comitês diretores do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) como parte do relatório final do grupo. Esse relatório será analisado pelo Conselho, que posteriormente irá deliberar sobre os temas e dará os possíveis encaminhamentos”, disse Silva.

O projeto visa incentivar a renovação das lavouras em regiões montanhosas que se encontram com alto curso de produção devido às margens estreitas que dificultam o rejuvenescimento dos espaçamentos e materiais genéticos utilizados. Caso a experiência seja considerada válida, a ideia é criar um Plano de Renovação Nacional do parque cafeeiro.

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