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Segunda, 08 de Janeiro de 2018 - 14h15

Custos altos preocupam produtores de arroz em época de colheita

Somente despesas com energia elétrica tiveram aumento de 30% para os agricultores do RS

DATAGRO

Altos custos de produção, baixos preços do grão e guerra fiscal associada às importações de países do Mercosul estão preocupando os produtores de arroz do Rio Grande do Sul, segundo avaliação feita pela Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

Gastos nas lavouras de arroz continuarão em alta em 2017

De acordo com o presidente da entidade, Henrique Dornelles, a redução nos custos que era esperada não aconteceu. "Já esperávamos que isto não ocorreria, especialmente pela previsão da aplicação da bandeira vermelha por todas as concessionárias de energia elétrica, infelizmente confirmada, ainda agravada pela região atendida pela CEEE, onde os produtores amargaram aumento de 30% na tarifa", analisa, em nota.

Além disso, de acordo com o dirigente, os combustíveis seguiram em uma crescente, e o arroz é extremamente dependente desse insumo, tanto pelo preparo do solo, colheita e irrigação, quanto pelo aumento do frete pelo volume retirado da lavoura. "E quando há uma variação deste insumo, isto repercute significativamente nos custos de produção. A recessão contribuiu para que os preços não tivessem uma valorização na entressafra e isto coloca o setor em alerta, na medida em que preços atuais não remuneram em plena entressafra", destaca.

Para o presidente da Federarroz, ainda é cedo para  uma previsão de safra, pois recentemente iniciou-se o período reprodutivo da cultura, especialmente as lavouras plantadas no cedo, de área significativamente baixa. "Estas sim possuem garantia de um bom potencial produtivo. As demais lavouras, que são a grande maioria, terão uma dependência maior do clima e expectativa não tão positiva. Podemos perceber que produtores que plantaram no cedo também aplicaram e investiram em tecnologia, o que pode assegurar a produtividade, mas que não há qualquer garantia de safra volumosa, justamente pela significativa área restante, com dependência do clima e forte influência da descapitalização do setor, característica desse ano", ressalta.

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