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Terça, 02 de Janeiro de 2018 - 12h57

Exclusivas uagro

C&A planeja até 2020 adquirir somente algodão sustentável

Confecção mantém parcerias com instituições e entidades do agro para incentivar o cultivo da pluma orgânica no País

DATAGRO

Uma das principais marcas de confecções de roupas que atua no varejo brasileiro pretende, até 2020, que 100% do algodão utilizado na fabricação dos seus produtos seja considerado sustentável, de acordo com certificações internacionais, como, por exemplo, Better Cotton Initiative (BCI), Organic Content Standard (OSC) e Global Organic Textile Standard (GOTS).

É o que afirma Rozália Del Gaudio, gerente sênior de comunicação & sustentabilidade da C&A no Brasil, em entrevista exclusiva para o Portal Uagro. “Atualmente, cerca de 40% dos nossos produtos de algodão comercializados na C&A Brasil são feitos de fibra mais sustentável”, diz.

Segundo a executiva, globalmente, a C&A passou a consumir algodão mais sustentável em 2011. “No Brasil, essa iniciativa começou em 2014 e, em 2017, fomos reconhecidos como o maior comprador de algodão orgânico do mundo pela 5ª vez consecutiva, segundo a Textile Exchange”, ressalta. 

De acordo com Rozália, o algodão é considerado sustentável pela C&A quando é cultivado e fabricado seguindo os preceitos de responsabilidade socioambiental. “É usar a água de forma mais eficiente, fazer bom uso do solo, usar menos pesticidas, além de respeitar as condições de trabalho dos agricultores”, pontua a executiva. “O algodão é a matéria-prima presente em 56% de nossas roupas, e é aí que podemos exercer o maior impacto”, salienta. 

Orgânico

Com base em dados de fontes como WWF, Textile Exchange, Icac, entre outras, Rozália acentua que os processos convencionais de cultivo e produção de algodão têm maior impacto ambiental na comparação com a pluma orgânica. A fabricação de uma camiseta de algodão convencional, por exemplo, gasta 2,7 mil litros de água, sendo que grande parte é usada na lavoura, exemplifica a executiva. “Já o algodão cultivado organicamente requer 91% menos água potável”, assegura. 

Rozália frisa, ainda, que o algodão orgânico elimina a necessidade de aplicação de pesticidas e fertilizantes sintéticos, bem como emite cerca de 46% menos gases de efeito estufa do que a pluma cultivada no modelo convencional. 

Brasil

Segundo a executiva, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de algodão, conforme o padrão BCI, mas, no momento, a pluma orgânica certificada na origem é proveniente da Índia. 

Giuliana Ortega, diretora executiva do Instituto C&A, conta que a organização mantém parcerias com a Embrapa, Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), além de fundações e ONGs, como, por exemplo, Solidaridad e Esplar, para capacitar e dar suporte a produtores rurais que queiram investir no cultivo de algodão sustentável em Minas Gerais, Bahia, semiárido cearense, entre outras regiões do País. Entretanto, de acordo com a executiva, a pluma sustentável não encontra sobrepreço no mercado. 

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