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Segunda, 09 de Outubro de 2017 - 15h36

Áreas rurais são essenciais para crescimento dos países em desenvolvimento, diz FAO

Para garantir permanência de jovens no campo, entidade pede que pequenos produtores tenham melhores condições de escoar sua produção

DATAGRO

Jovens dos países em desenvolvimento, que estão se preparando para entrar no mercado de trabalho não devem sair das áreas rurais para fugir da pobreza. É o que afirma O estado mundial da agricultura e da alimentação 2017, relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

"Na realidade, as áreas rurais possuem um grande potencial de crescimento econômico vinculado à produção alimentar e aos setores relacionados", destaca a publicação.

Jovens não devem deixar áreas rurais para buscar melhores oportunidades de trabalho

No entanto, para atingir esses objetivos, as áreas rurais dessas localidades precisam superar alguns desafios, que de acordo com a FAO, são considerados complexos. Entre eles, a combinação de baixa produtividade da agricultura de subsistência, limitações para a industrialização em muitos lugares, e rápido crescimento demográfico e urbanização. "Todos estes obstáculos são um grande desafio para a capacidade dos países em desenvolvimento para alimentar e dar trabalho para seus cidadão", diz  a FAO.

O relatório destaca três linhas de ação para estimular a permanência de jovens em áreas urbanas. A primeira trata de um conjunto de políticas que possam garantir aos pequenos produtores totais condições de atender a demanda por alimentos na área urbana. Uma das opções para tornar isso viável é garantir o acesso à terra.

A segunda medida é a criação de uma infraestrutura que permita ligar as áreas rurais aos mercados urbanos. Em muitos países em desenvolvimento a falta de estradas rurais, redes elétricas, galpões de armazenagem e sistemas de transporte refrigerado são um grande obstáculo para os agricultores escoar a produção até as grande cidades.

A terceira consiste na inclusão não somente das megacidades nas economias rurais-urbanas bem conectadas, mas também nas zonas urbanas menores e dispersas. 

Apesar da preocupação com o êxodo rural dos jovens que vivem no campo, a FAO ressalta que a população rural em países em desenvolvimento passou de 1,5 bilhão de pessoas entre 1960 para 3,1 bilhões em 2015.

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